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  • Jorge Boavista

A Pandenóia

Atualizado: 9 de Mai de 2020

A vida humana não se restringe a um corpo material circunscrito a reações químicas que resultem em saúde ou doença. Tudo que pensamos e sentimos produz efeito sobre nós mesmos e sobre o meio ambiente global. A ciência hoje entende a existência do éter, a quinta-essência (literalmente o quinto elemento) como sendo a matéria que preenche todo o universo acima da esfera terrestre, que tem o poder da vida. É a energia que concorre para a criação dos demais elementos essenciais à saúde (terra/físico, água/emocional, ar/mental e fogo/espiritual). Este quinto elemento é o campo magnético da Terra e as frequências de Schumann.


A Terra possui um campo geomagnético que nos protege da severidade dos ventos solares desviando partículas nocivas (elétrons e prótons de alta carga) para fora de nossa órbita (daí o fenômeno da Aurora Boreal). O campo magnético do nosso planeta não serve somente de escudo protetor, mas suas frequências geomagnéticas são fundamentais para nossa saúde. Schumann descobriu que a Terra tem um pulso magnético, uma frequência mensurável que nos circunda e que vibra a 7,83 Hz, hoje conhecida como Ressonância de Schumann. No início do século passado, Hans Berger descobriu através de um eletroencefalograma que o ritmo da onda alfa vibra entre 7,8 Hz e 13 Hz (Onda de Berger). Experimentos futuros, então, associaram essas descobertas e promoveram testes que avaliaram e comprovaram o impacto negativo na saúde dos testados quando da alteração da ressonância de Schumann. Ou seja, forças aparentemente invisíveis atuam diretamente na saúde humana, obrigando-nos a um alinhamento com o planeta. Um casamento entre o “um” e o “todo”.


A sabedoria espiritual nos ensina que todo pensamento produz uma carga energética (eletromagnética) que vibra a uma determinada frequência. Geralmente, os pensamentos estão associados a emoções que, por sua vez, os enriquecem adjetivando a sua carga vibratória eletromagnética. Assim, tudo o que pensamos/sentimos se une ao universo, acomodando-se nas suas respectivas faixas de frequência. O conjunto do que pensamos/sentimos determina o nosso pulso eletromagnético, que flutua numa amplitude que vai daquilo que somos no âmbito de maior densidade (pensamentos e emoções negativos) para aquilo que vibramos de maneira mais sutil (amor, empatia, paz, etc.). A consonância ou dissonância deste espectro de frequência com o pulso eletromagnético do planeta é um importante indicativo de saúde ou doença.


Muitos cientistas da saúde hoje em dia compreendem que o percurso das doenças inicia-se nos nossos corpos mais sutis e caminha para o corpo físico como última etapa de expressão, um real pedido de socorro. Isto é, um conjunto de pensamentos de baixa densidade se alia a determinadas emoções análogas e, numa armadilha psíquica e recursiva, vai acumulando forças numa frequência vibratória que o próprio veículo emocional não suporta mais. Este processo, quando se prolonga no tempo, termina por completar seu percurso ao atingir o nosso corpo físico naquele sistema em que, em geral, apresentamos maior sensibilidade ou fraqueza genética. É a doença.


A pandemia ora em curso, nos trouxe uma série de oportunidades e questionamentos acerca das reações e do comportamento humanos. Um dos pontos bem relevantes a se observar e estudar é o medo que se instalou na humanidade. O pânico a que grande parte da sociedade se submeteu com muita condescendência provocou uma pressão descomunal no seu padrão vibratório, tornando-a vítima de uma densidade psíquica cujos efeitos na imunidade física são catastróficos. Ou seja, houve uma abrupta interrupção da esfera mental onde nenhum espírito crítico pode prosperar, relegando a racionalidade ao vazio e sucumbindo à soberania do medo. Não há saúde que se aguente em tamanho desequilíbrio. O pânico ataca o sistema respiratório. O medo ataca os rins e o baço. O corpo, então, pede socorro.


A espiritualidade também nos esclarece que somos constituídos por três corpos na manifestação física: corpo físico (físico-etérico), corpo astral (também emocional ou psíquico) e mental (Eu). Assim sendo, e conhecendo o caminho de evolução das doenças através destes corpos, é preciso cuidar mais do que nunca do que pensamos e sentimos sob pena de incorrer na criação sistemática e deletéria de elementais (formas-pensamento) de baixa densidade de frequência. É preciso desastralizar ao máximo os nossos pensamentos, desconectando-os sempre que possível de emoções negativas, sobretudo daquelas com cargas mais densas que dificultam o nosso bem-estar. É preciso também ir além da pura racionalidade e alcançar as esferas de intuição e inspiração, onde deixamos de ser dominados pelo padrão usual interpretativo da realidade e passamos a enxergá-la segundo nossa própria percepção, com toda a independência de um indivíduo soberano de si mesmo. Sim, é possível galgar essa escalada evolutiva. Ferramentas não nos faltam. A melhor delas, claro, é a que nos leva a viver em paz.


O pavor que ora toma conta de boa parte da humanidade, cuja obediência passiva a modelos preditivos determinados por entes duvidosos é bastante preocupante e me leva a concluir que a Pandenóia é bem mais grave do que a pandemia.

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